Miguel Figueiredo | Procurar emprego na era digital
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Inspiração

Procurar emprego na era digital

  |   Marketing, Tendências   |   Sem comentários

Escrevi este artigo em 2013. Mas creio que ainda se mantém atual, por isso oreproduzo-o no blog:

A economia não está fácil. Disso todos temos consciência. Os números do desemprego estão a crescer, o que significa que há muitos factores para além do nosso controle que podem tornar impossível para alguns arranjar um emprego tão cedo. Dito isto, dentro daquilo que controlamos, nomeadamente na forma como nos apresentamos a potenciais empregadores, deixem-me apresentar-vos 3 factos:

1 – 93% das pessoas que querem contratar, utilizam redes sociais para o efeito.

2 – 95% dos pedidos de emprego recebidos por mail, com introdução formatada para dar para várias empresas e com attach do CV seguindo modelo europeu, acaba no lixo (não sei se esta estatística está correcta mas quem já esteve na posição de contratar sabe que isto é bem verdade).

3 – 37% dos recrutadores procura informação online sobre os candidatos.

Portanto, se estes 3 factos não vos convenceram que precisam se preocupar, e muito, com a forma como estão à procura de emprego, então este artigo não é para vocês. Prossigam calma e ordeiramente para o artigo seguinte e boa sorte. Vão precisar.

A todos os outros que compreendem a necessidade de se ajustarem a esta realidade, mas não sabem como, peço que tenham um pouco mais de paciência e continuem a ler. Quem sabe o processo para encontrar o vosso próximo trabalho não começa aqui mesmo? 😉

Podemos organizar o processo de procura de trabalho em 4 etapas: Preparação, Identificação, contacto online e contacto presencial.

A – Preparação.

Quer queiram quer não, quer gostem quer não, o vosso futuro empregador vai procurar informações sobre vocês nas redes sociais. É um facto. Por isso mais vale prepararem-se e garantirem que isto funciona a vosso favor e não contra vocês. Para isso há que cuidar da vossa presença nas redes sociais e no media social em geral. Pensem em vós como se fossem uma marca. Uma marca que representa um conjunto de valores, de competências e de capacidades. Agora encontrem uma forma de evidenciar isso da melhor maneira possível. Identifiquem os media sociais mais adequados à vossa situação e área profissional. Sendo o LinkedIn obrigatório, pensem noutras opções: Facebook, Twitter, youtube, about.me, flavors.me, um blog e/ou um website. Não precisam estar em todas. Mas onde estão, mantenham uma imagem consistente, actualizada, participada e coerente nas várias plataformas. E procurem ter todos os endereços (url) com o vosso nome (quando possível) para serem mais facilmente encontráveis no Google. Último ponto na vossa preparação: o CV. É critico que seja distintivo e relevante. Para isso, há que trabalhá-lo com muito cuidado, quer em termos de conteúdo, quer em termos de forma. Escusado será dizer que utilizar o modelo europeu de CV está absolutamente fora de questão. A vossa personalidade, as vossas características têm de estar evidenciadas ao máximo. Vejam aqui alguns exemplos do que se pode fazer:

 

B – Identificação

Dar tiros para todos os lados, embora sendo uma estratégia possível e sobretudo apetecível, quando algum desespero nos começa a pressionar, não é de todo a mais aconselhável. Aqui a melhor maneira de “atacar” é com contactos direccionados, personalizados e muito bem trabalhados. Portanto, ponto de partida: identificar o grupo de empresas que maximizem a combinação – local onde gostariam de trabalhar e local onde vocês mais têm possibilidade de acrescentar valor. Uma vez identificado o grupo, vão agora vocês à procura de informações na Web (virem o feitiço contra o feiticeiro). Vejam os sites das empresas, vejam quem está à procura de recrutar e acima de tudo, identifiquem quem serão os decisores no vosso processo de recrutamento. Saibam mais sobre eles. Como são, do que gostam, que percurso tiveram, que pontos em comum é que têm convosco, que pessoas conhecem que vocês também conhecem.

 

C- Contacto online

Agora que sabem bem qual é a empresa à qual se vão dirigir, qual a área onde o vosso perfil encaixa e quem é o decisor, está na altura de o contactar. Lembrem-se que esta vai ser a primeira impressão que vão causar. E não há segundas oportunidades para causar uma primeira impressão. Por isso, sejam originais na vossa abordagem, mas sejam directos e encontrem uma forma de evidenciar claramente porque vocês são uma mais valia para aquela empresa em particular.

Vejam aqui o exemplo de alguém que compreendeu perfeitamente o que precisava fazer:

Para enviar o vosso “pitch”, podem simplesmente fazê-lo por mail directo. Mas, se na vossa procura online encontraram uma pessoa em comum e com quem têm confiança, então peçam-lhe para fazer o endosso. Verão que a vossa vida fica muitíssimo mais facilitada.

 

D- Contacto Presencial

Conseguiram uma entrevista. Estão quase lá. Agora é preciso convencer que efectivamente, dentro do grupo dos vários entrevistados, vocês são a escolha acertada. Para isso, é preciso prepararem-se e mentalizarem-se. Já fizeram trabalho de investigação sobre aquela empresa e o entrevistado. Revejam-no. Descubram os “botões verdes” – os assuntos extra trabalho que mais interessam, ao vosso entrevistador. Pensem quais as perguntas que vos deverão fazer e preparem as melhores respostas possíveis. Peçam a um amigo que vos ajude a ensaiar a entrevista. E ao longo de todo este processo, ganhem confiança em vocês. Acreditem naquilo que vão lá vender: que vocês são mesmo a melhor escolha. Com isso virá a tal confiança e tranquilidade – dois factores essenciais para que o encontro corra bem.

Experimentem esta abordagem. Ela está desenhada para qualquer profissão. Estejam vocês a concorrer para criativos numa agência, para gestores, vendedores, engenheiros, electricistas, o que for.

Espero ter-vos ajudado. Votos de muito sucesso!

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