Miguel Figueiredo | O que esperar de 2016
7851
post-template-default,single,single-post,postid-7851,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,smooth_scroll,,qode-theme-ver-3.2,wpb-js-composer js-comp-ver-5.0.1,vc_responsive
 

Inspiração

O que esperar de 2016

  |   Tendências   |   Sem comentários

Sim, eu sei, estão todos ainda com a euforia do natal e já estou eu a querer falar do próximo ano. No entanto, e para minha defesa, sendo esta uma rúbrica de marcas, comunicação e marketing, o próximo ano é algo que já está (ou deveria estar) na mente de todos os marketeers. Afinal, nada como planear atempadamente para que estejamos o mais preparados possível para fazer de 2016, um ano de sucesso.

 

Talvez muitos perguntarão de que serve planear em tempos de tanta incerteza, de tanta mudança rápida e de impacto incerto?

 

Pois eu advogo que é precisamente em tempos destes que mais devemos planear e é disso mesmo que eu quero falar convosco neste artigo.

 

Parece-me haver uma concepção generalizada e errada de que o objectivo do planeamento é o de fazer face às exigências do contexto em que os negócios e as marcas se inserem. E nesta perspectiva, se o contexto está sempre a mudar, os planos também têm de estar sempre a mudar, logo não vale a pena planear.

 

Acontece que, apesar desta lógica fazer algum sentido, ela tem subjacente um pressuposto extremamente negativo para qualquer negócio: o de que o futuro está nas mãos do destino. O destino, essa entidade abstracta, embora seja muito útil para encher o nosso Fado de versos sentidos e marcantes, não é nada bom enquanto filosofia empresarial.

 

Planear acreditando que o destino está traçado (nós só não conseguimos é vê-lo bem), significa criar planos de contingências ao invés de verdadeiros planos de ação. E isso, embora traga o conforto de nos desresponsabilizar completamente (afinal de contas, se não atingirmos os objectivos a culpa não é nossa, é do maldito destino), trás também o travo amargo de uma profecia autorrealizada.

 

Por isso, e porque 2016 ainda não começou, convido-vos a olhar para os vossos planos de 2016, desta vez, debaixo de uma nova lente, de uma nova perspectiva.

 

Uma perspectiva que assenta em 4 princípios:

 

  1. O princípio da Vontade

Significa munirem-se de uma vontade inabalável para que 2016 seja um ano melhor.

Querer é poder. É um mantra antigo e meio piroso, mas estudos demonstram a sua veracidade. Na base de qualquer sucesso está a vontade de querer ter sucesso. E com esse espírito, redefinam os vossos objectivos para 2016. Tornem-nos o mais quantificáveis possíveis e visualizem-se a atingi-los. Larguem âncora nesse futuro imaginado e desejado e regressem ao agora com a certeza absoluta de que tudo farão para atingir esse futuro que já vos pertence.

 

  1. O Princípio da Crença

Comecem 2016 a acreditar sem qualquer reserva de que a forma como o ano terminar depende inteiramente de vós. Sim, claro, um novo governo pode trazer novas políticas que afectam negativamente o vosso mercado. Podem entrar novos concorrentes que intensificam guerras de preços. Os vossos fornecedores podem aumentar o preço das matérias primas por causa da instabilidade mundial. Os vossos clientes podem deixar de ver o vosso produto como o melhor. Nada disso está sobre o vosso controlo. Mas também, nada disso importa. Sim, nada disso importa. O que importa é a forma como reagem a tudo isto. O que interessa é a vossa vontade inabalável de atingir os objectivos. O que mudam nas vossas ações e como o mudam. Por detrás de qualquer sucesso está a resiliência e a crença de que vamos ter sucesso e esse sucesso apenas depende de nós, pois apenas depende da forma como agimos e nos ajustamos aos vários eventos. Mas para ajustarmos algo, primeiro precisamos ter algo que possa ser ajustado, ou seja, um plano. Um plano com as nossas ações iniciais.

 

  1. O Principio da Ação

Não basta acreditar e ter vontade. É preciso agir. Para conseguirmos atingir os nossos objectivos precisamos colocar todo o nosso empenho na ação. E fazer muito. Fazer muito, mas sobretudo fazê-lo bem. E para fazer bem precisamos de 4 ingredientes:

  1. Energia – sem energia, não há ação que resista. Por isso cuidem de vós, das vossas equipas e tomem medidas para estarem sempre todos com as energias no máximo
  2. Aptidões – conhecimento é fundamental. Analisem bem as situações, conheçam bem a situação em que estão, a situação onde querem chegar e o que precisam saber para ir de uma situação para outra. Aprendam. Estejam sempre a aprender. Tem um efeito secundário maravilhoso: aprender vai também fazer com que se sintam jovens.
  3. Libertarem-se dos medos – muitas vezes não agimos por causa do medo do que os outros vão dizer, do medo de falhar, do medo do que fazer com o sucesso. Todos esses medos estão apenas nas vossas cabeças. Libertem-se!
  4. Decidir depressa. O vosso pior inimigo é a procrastinação. A procrastinação é um verme viscoso, que sobe pela escada das decisões difíceis e chatas e se aloja na vossa espinha, vergando-a perante a adversidade. Não deixem que a procrastinação das decisões difíceis vos dome. Reflitam no que podem fazer melhor e depois deem um chuto no verme e atuem. O tempo está sempre a contar.

 

  1. O princípio da Consequência

Para toda a ação há sempre uma reação. Pode é não ser a reação desejada. Mas também, se agiram e não ficaram no sitio que pretendiam, podem sempre tentar novamente, agora de uma forma diferente. O meu ponto é que devem deixar de encarar o não atingimento de resultados como um falhanço. Falhar é uma palavra feia, carregada de negatividade. Eliminem essa palavra do vosso léxico, dos vossos pensamentos e verão que se vão sentir muito mais leves. Encarem antes cada resultado das vossas ações como um desfecho. Desfecho esse que pode sempre mudar através de mais ação.

 

Planeiem, preparem-se, ajam. Sejam firmes, sintam-se invictos e 2016 será vosso. Esse é o meu desejo para todos vós. Até para o ano!

Sem comentários

Deixe o seu comentário